Brasil não vai ativar alerta 1 no espaço aéreo

O Comando da Aeronáutica não vai alterar o controle do espaço aéreo brasileiro, normalizado há duas semanas, em função da queda do Airbus da American Airlines, nesta segunda-feira, em Nova York.A avaliação dos militares é que não há fatos novos que tornem o Brasil um alvo em potencial de atentados terroristas, embora ressaltem sempre que nenhum país está livre de tal ameaça.Somente se houver fato novo que indique necessidade, a Força Aérea Brasileira voltará ao estado de alerta 1, desativado por determinação do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista.O novo acidente aéreo mobilizou, no entanto, a inteligência do governo. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, que esteve na semana passada em Washington, conversando com autoridades da CIA, reuniu-se, nesta segunda-feira, com a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para avaliar os últimos acontecimentos.Os agentes da Abin e da PF continuam investigando a possibilidade de o Brasil vir a enfrentar problemas, mas, até agora, preferem descartá-la, assim como rechaçam indicações de que Foz do Iguaçu possa ser foco de terroristas.Também nos aeroportos brasileiros, segundo a Infraero - Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroporturária -, não houve mudança nas orientações para segurança nos aeroportos.As revistas continuam sendo feitas em bagagens e passageiros, mas não há indicação, por enquanto, de que sejam necessários reforços nos 65 aeroportos administrados pela Infraero, que representam 97% do tráfego aéreo do País.O alerta 1 do Sistema de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo havia sido acionado imediatamente após os atentados terroristas de 11 de setembro.Este tipo de alerta significa atenção redobrada dos controladores de vôo, para que acionem a defesa aérea, se houver qualquer indício de anormalidade.A atenção continua, de acordo com a Aeronáutica, mas um pouco menos acirrada. Os comandantes estão convencidos de que o momento é de ações combinadas de inteligência.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.