Brasil não tomará partido nas eleições argentinas

O governo brasileiro não tomará partido nas eleições presidenciais argentinas que serão realizadas no próximo dia 27 de abril. "Qualquer que seja o presidente eleito, esperamos que possa desenvolver as relações com o Brasil. Pelo que tenho lido, há predisposição de todos os candidatos de melhorar as relações com o Mercosul", disse, em Buenos Aires, o assessor especial de política externa brasileira, Marco Aurélio Garcia, durante a exposição para empresários, executivos da indústria automotiva e em entrevista aos correspondentes brasileiros na Argentina.Garcia confirmou que o presidente Lula comparecerá à posse prevista para o dia 25 de maio, "independente de quem seja o vencedor".Ele desmentiu notícia veiculada pela imprensa argentina de que Lula posaria para uma foto com o candidato oficial, Néstor Kirchner. "Não seria uma decisão sábia vincular-se à nenhum candidato porque seria, na prática, que estaríamos tomando posição na eleição argentina", afirmou. Sobre qual seria a posição brasileira se o vencedor argentino for o ex-presidente Carlos Menem ou Ricardo López Murphy, que está subindo nas pesquisas, (os dois defendem uma simples área de livre comércio para o Mercosul), Garcia disse que o Brasil tentará convencer o futuro presidente "de que uma união aduaneira é muito melhor do que um espaço de área de livre comércio".

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