Brasil não reata com Honduras em prol de Zelaya

O governo do Brasil não reatará relações diplomáticas com Honduras enquanto o ex-presidente Manuel Zelaya estiver sob ameaça de ser preso caso volte ao país, informa o Ministério das Relações Exteriores. Desde o golpe militar que derrubou Zelaya da presidência, há um ano e um mês, o Brasil mantém apenas um representante comercial em Tegucigalpa.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

31 Julho 2010 | 13h41

De acordo com o Itamaraty, o Brasil não reconhece o governo de Porfírio Lobo, eleito presidente em novembro, como não reconhecia o de Roberto Micheletti, que substituiu Zelaya após o golpe militar. No entanto, reconhece o Estado de Honduras.

O Itamaraty informou ainda que o presidente Porfírio Lobo tem posição muito semelhante à adotada pelo Brasil, pois defende a volta de Manuel Zelaya e a suspensão de todos os processos abertos contra ele. De acordo com o governo brasileiro, há informações de que Lobo teme sofrer um golpe por parte dos mesmos que depuseram Zelaya, o sequestraram de pijamas e o largaram na Costa Rica. Hoje, conforme o Itamaraty, ainda há muita insegurança em Honduras.

No ano passado, Manuel Zelaya voltou clandestinamente a Tegucigalpa e se instalou na Embaixada do Brasil, onde ficou por quatro meses e só saiu em janeiro deste ano. Durante os 120 dias da presença de Zelaya, a Embaixada brasileira foi alvo de um cerco militar. O impasse só foi resolvido quando Lobo assumiu o governo e concedeu um salvo-conduto para que Zelaya pudesse deixar o país. Desde então, o ex-presidente hondurenho está exilado na República Dominicana, de onde reivindica o direito de obter um retorno incondicional a Honduras.

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