''Brasil levou 40 anos para fazer o que muitos faziam''

Reinhold Stephanes : ministro da Agricultura

, O Estadao de S.Paulo

10 de janeiro de 2009 | 00h00

O ministro Reinhold Stephanes evita falar das dificuldades para a criação dos cargos de adido agrícola e prefere destacar suas vantagens. "O intercâmbio com os países será muito facilitado", afirma.Os diplomatas não teriam condições de atuar na área agrícola?Os servidores do Ministério da Agricultura têm formação específica para isso, ficam 24 horas por dia à disposição para tratar deste assunto. Por exemplo: temos muito problemas junto à União Européia. É importante ter alguém permanentemente em contato e não apenas quando surge um problema. A Argentina é o grande produtor da América do Sul, além do Brasil. A Rússia é o maior importador de carne brasileira. A China é este mercado enorme. O Japão é um mercado que esperamos conquistar. Sobre os Estados Unidos, nem há o que discutir. Houve muita resistência do Itamaraty à criação do cargo? Historicamente havia resistência do Itamaraty. Agora não há. O Brasil levou 40 anos para fazer o que muitos países já faziam, com sucesso. Como serão escolhidos e treinados os adidos?Uma comissão vai começar a analisar o histórico dos servidores interessados, que terão de ter carreira no Ministério da Agricultura. Eles farão um curso de pelo menos três meses no Itamaraty, em tempo integral. É um avanço muito grande.

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