Brasil falha em meta de combate à hanseníase

O governo brasileiro não vai conseguir cumprir a meta acertada com a Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir, até 2005, o número de casos de hanseníase para menos de um a cada 10 mil habitantes. A revelação foi feita pelo coordenador nacional de Dermatologia Sanitária do Ministério da Saúde, Gérson Pereira, em audiência pública na Comissão de Seguridade Social da Câmara. O Brasil já conseguiu uma dilatação de prazo para cumprir a meta, que deveria ser atingida ainda no ano passado. Hoje, o País tem o segundo maior número de casos de hanseníase em todo o mundo, com 62 mil casos diganosticados até o ano passado. Segundo Pereira, o governo já está executando um plano para eliminar a hanseníane, que prioriza as ações em 328 municípios nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com maior incidência de casos. Mesmo com o plano, Pereira reconhece que 10 Estados não vão cumprir a meta. A deputada deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) anunciou que vai convocar o ministro da Saúde, José Serra, a prestar esclarecimentos sobre o combate à hanseníase no País. "Se há recursos para os municípios, se existe remédio e o tratamento é acessível, o que falta é colocar uma grande campanha nacional para que a gente elimine realmente essa doença, que tem cura e é simplíssima de ser diagnosticada", disse. Feghali quer, ainda, que o governo faça uma campanha nacional sobre o tratamento da hanseníase.O presidente do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Arthur Custódio, também defende uma ampla campanha. A entidade já disponibilizou o telefone 0800 262 001 para informar a população sobre a doença. A ligação é gratuita.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.