Brasil exportará urna eletrônica para Rep. Dominicana

A República Dominicana vai importar 13 mil urnas eletrônicas brasileiras para as eleições de 2006. É o primeiro contrato de exportação de máquinas de votação desde a informatização do processo eleitoral brasileiro, no valor de US$ 62,4 milhões."É sabido que há interesse dos portugueses, do pessoal da Inglaterra e de países africanos. A urna eletrônica passou a ser algo que se fala no mundo quando se fala no Brasil, como a Vale do Rio Doce, a soja e o café", disse nesta quinta o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos. Ele reuniu-se no Rio com um grupo de observadores de partidos políticos da República Dominicana que acompanharam as eleições municipais em São Paulo, para checar o funcionamento da urnas.A concorrência internacional vencida pelo sistema brasileiro também era disputada por consórcios da Espanha e da França. A empresa paulistana Samurai fornecerá as máquinas e ficará responsável pela adaptação do sistema. As urnas começarão a ser entregues a partir do próximo ano, quando aquele país inicia uma campanha para habituar seus 5,2 milhões de eleitores ao novo sistema. O pacote exportado também inclui um sistema de automação do registro civil, que emite a carteira de identidade, também usada para as eleições na República Dominicana."É incrível a rapidez do processo eleitoral no Brasil. No meu país o voto é manual, e tivemos problemas em todas as últimas eleições, com fraudes e atrasos de até uma semana na apuração dos votos", disse Victor Gómes Bergés, delegado do Partido Reformista Social Cristão, de centro-direita. Ele veio ao Brasil acompanhado de delegados do partido da Libertação Dominicana, que está no poder, e do partido Revolucionário Dominicano, ambos de centro-esquerda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.