Brasil exporta plasma e reduz preço de hemoderivados

Os primeiros lotes de albumina, imunoglobolina e de fatores de coagulação fabricados na França e na Suíça a partir de plasma brasileiro deverão chegar ao País em maio. Durante três anos, oBrasil fornecerá o plasma e as fábricas francesa LFB e a suíçaOktapharma produzirão os hemoderivados. ?A economia será de US$ 40 milhões?, garantiu ontem a gerente-geral de sangue, outros tecidos e órgãos da Agência Nacional de Vigilância, Beatriz MacDowell Soares, durante lançamento da campanha de doação de sangue entre contabilistas.Segundo ela, se o País tivesse de continuar importando oshemoderivados sem enviar a matéria-prima o custo total em três anos seria de US$ 130 milhões. O contrato assinado com os fabricantes, após a realização de uma licitação internacional, é de US$ 90 milhões. A economia que o governo obterá é praticamente o valor de instalação de uma fábrica de hemoderivados no Brasil, que está em gestação mas necessita de ajuda externa para transferir tecnologia e capacitar recursos humanos.Do sangue coletado, aproveita-se integralmente as hemácias. ?O plasma vai praticamente todo para o ralo?, lamenta Beatriz, ao explicar que no Brasil ainda faltam condições técnicas para produzir imunoglobolina e fatores de coagulação. E a fabricação de albumina ainda é reduzida. Existem no País apenas três fábricas de albumina: o Hemocentro do Distrito Federal, o Laboratório Federal de Pernambuco e uma empresa privada no Rio Grande do Sul. A produção atende apenas a 8% das necessidades, diz Beatriz. CampanhaO Conselho Federal de Contabilidade convocou seus mais de300 mil associados e estudantes a participarem da campanha de doação de sangue. Os hemocentros em todo o País estarão coletando sangue desses doadores voluntários até quinta-feira. No dia 30, a coleta será volante no Distrito Federal. O ministro da Saúde, Barjas Negri, elogiou a iniciativa e espera que outras categorias se mobilizem para doar sangue. Hoje, a produção anual é de 150 mil a 180 mil litros. O déficitno País é de 600 mil doadores. Apenas 1% da população doa sangue regularmente. O governo quer dobrar esse porcentual até o fim do ano.

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