Brasil está preparado para tratar SRAS, anuncia Fiocruz

O Brasil está preparado para tratar pacientes que estejam com a pneumonia asiática, também conhecida como Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS). A opinião é do sanitarista e vice-presidente do Serviço de Referência e Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ari Miranda, que anunciou, nesta quarta-feira, um plano de ação preventivo. Ainda não há nenhum caso da doença confirmado no País.Miranda informou que todas as amostras de possíveis pacientes contaminados no país serão analisadas numa central criada pela Fiocruz. Os doentes terão o sangue e amostras da mucosa bucal recolhidos para exame. O sanitarista informou ainda que o Laboratório de Saúde Pública da Inglaterra está auxiliando com a troca de informações.?Se eles isolarem um vírus padrão, mandam para cá as suas características, o que nos ajuda a fazer uma comparação. Esse intercâmbio é fundamental?, explicou. O Ministério da Saúde já determinou quais são os hospitais no Brasil que estão preparados para receber este tipo de doente, que deve ficar isolado para evitar o contágio.?Todos os Estados já definiram seus hospitais. Aqui no Rio são três: o Instituto Evandro Chagas (da Fiocruz), o Hospital do Fundão (Clementino Fraga Filho- UFRJ) e o Hospital São Sebastião.? Miranda informou que um caso só é suspeito se a pessoa apresentar os sintomas mais freqüentes da pneumonia e, além disso, tiver passado por áreas de risco de contaminação.?Se o paciente apresentar febre acima de 38 graus (Celsius), tosse forte, dor muscular e tenha, principalmente, passado pelas áreas de transmissibilidade nos últimos dias, ele é um caso suspeito. Não adianta a pessoa vir com uma febre e achar que está com a pneumonia.?Ele disse que a OMS classificou China, Cingapura, Vietnã e Canadá como as áreas mais perigosas e que devem ser evitadas. O professor de pneumologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Arnaldo José Noronha Filho, é mais cético quanto à afirmação de Miranda.?Dizer que estamos totalmente preparados é difícil, visto que nem sabemos muito sobre a doença, mas não há motivo para alarde e sim atenção.? Ele não descarta a hipótese de uma pessoa que esteja contaminada e ainda não tenha manifestado a doença (o período de incubação é de 2 a 10 dias) ter entrado no Brasil.A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que está com sua equipe ?em alerta? em todos os aeroportos internacionais, portos e fronteiras do país. Nesta quarta-feira, a Infraero, responsável pela administração dos aeroportos, se reúne em Brasília com representantes da Anvisa para definir como proceder com passageiros provenientes de localidades afetadas pela pneumonia.

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