Brasil está de 'ponta cabeça política', diz Alckmin em Congresso

PSDB-SP se reúne em Praia Grande, onde o ex-governador negou ser candidato à prefeitura de São Paulo

Rejane Lima, do Estadão,

04 de agosto de 2007 | 15h34

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou, neste sábado, 4, no início da tarde, o governo federal e a crise aérea no II Congresso Estadual do PSDB, que acontece neste final de semana em Praia Grande, na Baixada Santista. Mas apesar do clima de campanha, o tucano negou que seja candidato à prefeitura de São Paulo.   "Essa não é uma decisão pessoal, é uma decisão coletiva que deve ser tomada no ano que vem", disse Alckmin, que foi saudado pelos participantes do encontro durante todo o tempo que permaneceu no local (cerca de uma hora). Em discurso improvisado, o ex-governador disse que o País está de "ponta cabeça política".   "Você tem um governo para servir os governantes. Veja a forma como a Anac foi montada, veja a forma como a Infraero foi agora, num passado recente, estruturada. Nós precisamos ter governo para servir aos cidadãos, para oferecer serviços de qualidade, investir naquilo que interessa", afirmou.   Greve do Metrô   Alckmin criticou também a greve dos metroviários da capital paulista, a qual considerou abusiva. "A greve é o último instrumento. Você não pode colocar três milhões de pessoas que dependem de transporte coletivo para serem punidas desse jeito. E a greve precisa ser regulamentada nos setores essenciais para que a população não fique tão exposta à decisão de sindicato", disse o tucano.   Presenteado com uma camiseta da juventude do partido com a frase "sou subversivo dentro do meu partido", Alckmin não respondeu se era um "tucano subversivo". Já para explicar uma outra frase - "PSDB, esquerda para valer" -, com a qual foi aclamado, o ex-governador disse que o partido está "voltando às origens".

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