Brasil espera 'diálogo democrático' no Egito, diz Itamaraty

O governo brasileiro informou na sexta-feira esperar que a transição política no Egito aconteça dentro do "respeito às liberdades políticas e civis e aos direitos humanos" num ambiente de "entendimento e diálogo democrático".

REUTERS

11 de fevereiro de 2011 | 18h07

Hosni Mubarak renunciou como presidente do Egito na sexta-feira após 30 anos no poder, pressionado por semanas de intensos protestos contra a pobreza, o desemprego, a corrupção e o autoritarismo.

A cúpula militar do Egito disse que anunciará medidas para uma fase de transição depois da renúncia de Mubarak, que passou o poder às Forças Armadas.

A mudança foi elogiada por vários líderes mundiais e pela sociedade egípcia, acampada há semanas na praça Tahrir, palco dos principais protestos no centro do Cairo.

Segundo a nota do Itamaraty, o Brasil acompanha com "grande interesse a evolução da situação política no país amigo que, além de parceiro relevante, desempenha papel importante para a estabilidade do Oriente Médio."

O governo brasileiro manifestou solidariedade com as exigências da população egípcia e reafirmou sua confiança de que as lideranças políticas saibam aproveitar esse momento de novas oportunidades e desafios.

O Itamaraty disse ainda que o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, está em consultas com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar o impacto dos acontecimentos no Egito e sobre a estabilidade no Oriente Médio.

Patriota está em Nova York para presidir a sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre Interdependência entre Segurança e Desenvolvimento. O Brasil assumiu neste mês a presidência temporária do conselho.

(Por Bruno Marfinati)

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