Brasil entrará em uma 'agenda positiva' após votar ajuste, diz Edinho

Ministro afirma que governo vai discutir alternativa a fundo previdenciário e votação da redução da maioridade penal

RICARDO DELLA COLETTA E RAFAEL MORAES MOURA, O Estado de S. Paul

08 de junho de 2015 | 13h08

Brasília - O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 8, ao sair de reunião com a coordenação política da presidente Dilma Rousseff, que o Brasil entrará numa "agenda positiva" com a conclusão das votações das medidas do ajuste fiscal no Congresso. Nesta quarta, os deputados devem analisar a proposta que revê a política de desoneração da folha de pagamento tratada como uma das mais importantes etapas do ajuste fiscal. "O governo continua otimista em relação às votações (no Legislativo) que vão concluir essa fase do ajuste e já entraremos na agenda de investimentos", resumiu o ministro.

Edinho Silva também comentou outras duas preocupações imediatas do governo: a emenda que criou uma alternativa ao fator previdenciário e a proposta do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de votar a redução da maioridade penal ainda neste semestre.

Sem revelar se a presidente Dilma Rousseff pretende vetar ou sancionar a flexibilização do fator, Edinho afirmou que a petista tem "muita preocupação com o futuro previdenciário". "A situação não é simples e precisa ser resolvida. Existe um grupo ministerial para que a gente possa construir uma saída que garanta o futuro da Previdência e os direitos dos trabalhadores".

Sobre a redução da maioridade penal, Edinho garantiu que em um "curto espaço de tempo" o governo vai apresentar uma proposta alternativa que "combata o ambiente de impunidade". Ele voltou a defender penas mais severas para adultos que cooptem menores para a prática de crimes como parte das discussões para a construção de "uma alternativa que se contrapõe à redução da maioridade penal de forma simples".

Ainda de acordo com Edinho, o Planalto vai buscar apoio inclusive entre lideranças da oposição, como o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que apresentou em 2013 um projeto que endurece punições para menores que praticam crimes hediondos. "O governo quer dialogar com o governador Alckmin como quer dialogar com outras lideranças", concluiu Edinho.

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