Brasil e países latino-americanos abrem disputa por satélite

País quer espaço orbital dado aos países andinos há sete anos, mas que não foi usado; Brasil investiria R$ 700 mi

Jamil Chade, do Estadão,

22 de outubro de 2007 | 18h43

O Brasil, a Venezuela e os países andinos abrem uma disputa pelos céus da América do Sul. Em Genebra, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, se reunirá nesta terça-feira, 23, com delegações de Colômbia, Bolívia e Peru para negociar uma solução para um impasse na concessão de um espaço orbital considerado como estratégico na América do Sul.  LEIA A REPORTAGEM NO ESTADÃO DESTA TERÇA-FEIRA A Venezuela, que está aliada ao Uruguai e China, também quer a aprovação de um espaço orbital para que possa lançar seu primeiro satélite Simon Bolivar durante as Olimpíadas de Pequim, em 2008. A autorização para o uso das diferentes órbitas é dada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que realiza nesta semana em Genebra sua conferência sobre radiocomunicações. "Precisamos dessa posição orbital", afirmou Costa.  Segundo o ministro, o Brasil destinaria R$ 700 milhões ao novo satélite. A órbita 68, como é conhecida, foi dada aos países andinos há sete anos. Mas o grupo tinha até o final de setembro para lançar um satélite. Pelas regras internacionais, caso o prazo não fosse respeitado, um outro país poderia usá-lo. Os países andinos, porém, querem que o prazo seja prorrogado para permitir que possam ter seu próprio satélite.

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