Brasil é o segundo país que mais perde com pirataria

O Brasil ocupa a segunda colocação na lista dos países que mais acumulam prejuízos com a pirataria. Segundo dados da IIPA (International Intellectual Property Alliance), só no ano passado, o País colecionou perdas da ordem de US$ 956 milhões, ficando atrás apenas da China, que contabilizou US$ 978,7 milhões perdidos com a falsificação dos produtos industriais. No terceiro lugar do ranking, vem a Rússia com US$ 672,4 mi.Os números foram divulgados na última segunda-feira, durante a oficialização do primeiro departamento do governo para tratar da falsificação no Brasil, batizado de Comitê Interministerial de Combate à Pirataria. O comitê será presidido pelo representante do Ministério da Justiça, Roberto Precioso, que se reportará diretamente ao ministro da pasta, José Gregori.Durante a apresentação do novo departamento, o ministro disse que "há uma voz em coro de que esse (pirataria) é um problema sério. Eu, que fui um consumidor inveterado de cassete, descobri hoje que quase tudo que existe em fita cassete no Brasil é pirateado por sanguessugas e parasitas dos criadores. Daí a necessidade de criação de um comitê para desenvolver um plano de ação antipirataria", explicou Gregori.Só em 2000, a indústria fonográfica amargou prejuízo de US$ 300 milhões com a falsificação. No mesmo período, a ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos), através da APDIF (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos) apreendeu mais de três milhões de CDs falsificados em território nacional. Esse ano, as apreensões, até março, já chegavam na casa das 581,5 mil unidades, avaliadas em mais de US$ 1,5 milhão.Na indústria cinematográfica, os prejuízos com pirataria alcançaram US$ 120 milhões no ano passado. As perdas decorridas de falsificação com os softwares de aplicação alcançaram as cifras de US$ 269,8 milhões. Entre os softwares para entretenimento, as perdas bateram em US$ 248 milhões e no mercado editorial de livros, em US$ 18 milhões.

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