Brasil e França assinam acordo na área de defesa de € 6 bi

Ao todo, serão quatro submarinos e 50 helicópteros construídos em conjunto com a indústria brasileira

Reuters

23 de dezembro de 2008 | 14h34

A França e o Brasil assinaram nesta terça-feira, 23,  acordos  na área de defesa para o fornecimento de 50 helicópteros de transporte militar e de quatro submarinos convencionais ao Brasil. De acordo com uma fonte do lado francês, o valor dos contratos atinge € 6 bilhões, sendo € 1,9 bilhão  para os helicópteros e € 4,1 bilhões para os submarinos.   Veja Também: TV Estadão: Roberto Godoy, de O Estado de S.Paulo, comenta o acordo de € 6 bi Entenda os acordos firmados entre França e Brasil Galeria de fotos da primeira-dama francesa    A empresa naval DCNS, filial da Thales, construirá para o Brasil a parte convencional de um submarino nuclear.   Os contratos foram assinados no segundo dia da visita ao Brasil do presidente francês, Nicolas Sarkozy, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Incluem ainda um acordo para a construção de uma base de submarinos.   Os 50 helicópteros, que serão fornecidos pela empresa Eurocopter, serão construídos em conjunto com a indústria brasileira.   Mais cedo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, desmentiu informação publicada pelo jornal francês  Les Echos de que o volume de encomendas de helicópteros e submarinos acertadas com o governo francês chegaria a € 8,6 bilhões. "O jornal francês fez uma especulação, usou uma estimativa para os submarinos", argumentou Jobim, que repetiu várias vezes que "isso é especulação". Ele afirmou que o único acordo já fechado e como valor definido é o referente à aquisição de 50 helicópteros, no valor de € 1,89 bilhão.   O ministro também não quis comentar se estão previstas encomendas futuras de mísseis Exocet SM39 e torpedos MU90. Ele argumentou ainda que, pouco antes da divulgação dos números oficiais, os jornais franceses especulavam que o valor do pacote de helicópteros seria de € 2,8 bilhões. "Eles erraram", lembrou.   O governo Lula apresentou um novo plano de defesa estratégica na semana passada, que muda o foco de seu Exército para a proteção da Amazônia e suas recém-descobertas reservas de petróleo marítimas. Como parte da modernização do equipamento militar, o governo espera renovar sua frota de aviões de combate nos próximos 15 anos. A francesa Dessault

Mais conteúdo sobre:
LulaNicolas SarkozyacordoDefesa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.