Brasil e EUA criam Comissão Especial de Relações Econômicas

Assinado no primeiro dia da visita oficial de Obama no Brasil, acordo terá função de tentar diminuir entraves para os negócios entre os dois países

Lisandra Paraguassú, de O Estado de S. Paulo

19 de março de 2011 | 10h08

 BRASÍLIA - Brasil e EUA assinaram, na manhã deste sábado, 19, o acordo que cria a Comissão Brasil-Estados Unidos para Relações Econômicas e Comerciais, que terá a função de tentar diminuir os entraves para os negócios entre os dois países, além de identificar oportunidades de investimento.

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Presidida por representantes dos Ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento da Indústria e Comércio brasileiros e do escritório do representante comercial dos Estados Unidos, o grupo terá pelo menos uma reunião anual.

Dez áreas foram definidas como prioritárias para serem tratadas pela comissão. São elas: facilitação e liberalização do comércio e dos investimentos bilaterais; cooperação para a consecução dos objetivos comuns na Organização Mundial de Comércio (OMC); cooperação no Comitê Consultivo Agrícola Brasil-Estados Unidos; medidas sanitárias e fitossanitárias; barreiras técnicas ao comércio; direitos de propriedade intelectual; assuntos regulatórios que afetem o comércio e os investimentos; tecnologia da informação e de comunicações e comércio eletrônico; desenvolvimento de capacidades técnicas e comerciais; comércio de serviços.

Apesar da lista definida neste sábado, outros temas poderão entrar na pauta, desde que acordados pela comissão.

O acordo foi assinado na manhã dessa sexta-feira, 18, pelo chanceler Antonio de Aguiar Patriota e o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, no Palácio do Planalto.

 

Educação. Com os acordos de educação também assinados nessa manhã entre o chanceler Antonio de Aguiar Patriota e o embaixador americano no País, Thomas Shannon, o Brasil pretende dobrar o acesso de brasileiros a bolsas de estudo nos Estados Unidos.

De acordo com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal para o Ensino Superior (Capes), Jorge Guimarães, o intercâmbio pode tranquilamente chegar a 3 mil estudantes, da graduação ao pós-doutorado, nos próximos anos.

Os acordos assinados incluem o aumento de bolsas de doutorado-sanduíche — em que o aluno faz apenas parte do curso fora e volta para concluir no Brasil — e também o intercâmbio de cientistas de alto nível. “Hoje temos um programa em que cientistas de alto nível vêm ao Brasil para dar cursos, de períodos variados. Com esse acordo vamos ampliar isso, mas também enviar brasileiro para as instituições americanas. É uma forma de vender a imagem do Brasil e atrair investimentos para as pesquisas feitas aqui”, disse Jorge Guimarães.

Outro acordo foi assinado com a National Science Foundation, instituição americana de fomento à pesquisa e inovação, duas áreas cruciais para o Brasil. Nesse caso, a intenção também é aumentar o intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Projetos terão que ser apresentados associando instituições americanas e brasileiras e as viagens e os custos serão bancados pela Fundação e pela Capes.

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