Brasil e África do Sul testam míssil em 2009

O A-Darter será oferecido ao mercado internacional

Roberto Godoy, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

O míssil A-Darter, desenvolvido pelo Brasil e pela África do Sul, entrará na fase de testes em 2009, dois anos antes da previsão original. A arma, do tipo ar-ar, será oferecida no mercado internacional.As primeiras unidades totalmente operacionais serão recebidas em 2015 pelas forças aéreas dos dois países. O Comando da Aeronáutica pretende fazer desse míssil o padrão da frota de combate na próxima década.O Brasil investirá cerca de US$ 100 milhões no programa. A primeira parcela (US$ 52 milhões) está formalizada na dotação orçamentária da Aeronáutica.O contrato foi assinado há um ano pela empresa sul-africana Denel Aerospace e pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (Deped), do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA) em São José dos Campos. Segundo o porta-voz Joseph Makhafola, trabalham no projeto "cerca de 200 técnicos e engenheiros da corporação e, com esse grupo, os primeiros dez especialistas brasileiros designados para o empreendimento".Essa equipe está trabalhando prioritariamente com novas áreas de conhecimento, como a da detecção de alvos por meios múltiplos. Makhafola disse que, a curto prazo, empresas brasileiras serão envolvidas no programa. A Mectron, que produz o míssil de terceira geração Piranha AA-1, e a Avibrás Aeroespacial, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de mísseis antitanque, bombas inteligentes e que já ensaiou um míssil de cruzeiro com raio de ação na faixa de 300 km, vão participar do processo.O A-Darter é uma arma moderna, de quinta geração de interceptadores de médio alcance. Compacto (2,93m x 0,49m; 90 quilos), pode ser direcionado pelo radar de bordo do avião lançador - um bombardeiro leve AMX, por exemplo - ou pelo visor digital do capacete do piloto. Dispõe de sensores próprios de busca e é atraído pelo calor emitido pela aeronave visada.Segundo o engenheiro Patricio Umango, da Denel, o desempenho aerodinâmico do A-Darter "permite a realização de manobras de grande exigência dinâmica, anulando os esforços de fuga de um provável adversário". O caça orgânico do novo míssil será o F-5M, modernizado pela Embraer. A previsão é de que a arma seja utilizada ainda no subsônico AMX e pelo turboélice Super Tucano.

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