Brasil doará vacina tríplice à Argentina

O Brasil doará para a Argentina 1,25 milhão de doses de vacina tríplice viral, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Barjas Negri, que abriu reunião entre ministros da saúde do Grupo dos Quinze, integrado por países da África, América Latina e Ásia. Negri informou que o Brasil financiará, em outros países em desenvolvimento, dez projetos de prevenção da aids e tratamento de portadores do HIV. Cada um receberá R$ 250 mil por ano, incluindo doação de remédios. Os laboratórios oficiais fabricam oito dos 14 anti-retrovirais que compõem o coquetel antiaids. O País é exemplo na distribuição de remédios para a pacientes com aids, o que vem ajudando a controlar a epidemia.Iniciativas como essas estão em debate nos dois dias de reunião do G-15. Em pauta ainda estão a transferência de tecnologia, vigilância epidemiológica em fronteiras e experiências, como a brasileira, na negociação com multinacionais para redução de preço de medicamentos e da fabricação de genéricos e remédios para aids. A Índia, maior produtora de insumos, também participa do encontro.Amanhã, em uma reunião bilateral no Itamaraty, o vice-ministro de saúde da Argentina, Carlos Eduardo Filgueira, tentará ainda conseguir uma nova doação de anti-retrovirais do Brasil. Filgueira informou que a crise econômica argentina elevou o número de pessoas sem cobertura de plano de saúde privado, sobrecarregando os hospitais públicos. Por causa da alta do dólar, o país também enfrenta dificuldades de produzir medicamentos a partir de insumos importados. O governo brasileiro tem doado remédios à Argentina desde o início do ano. Já enviou o equivalente a R$ 5,5 milhões em vacinas, insulinas, antibióticos, antiinflamatórios e anti-retrovirais. Agora, investirá mais R$ 210 mil com a vacina tríplice. O transporte do produto, equivalente a 3,5 toneladas, será patrocinado pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas), confirmou o representante da instituição no Brasil, Jacobo Finkelman. Antes da reunião do G-15, o ministro Negri assinou portaria ampliando de 54 mil para 60 mil o número de pacientes que podem receber tratamento de filtragem do sangue por meio de máquina (hemodiálise) e pelo abdômen (diálise peritoneal), além de exames específicos para crônicos renais. O custo mensal de cada paciente em Terapia Renal Substitutiva no Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 1.122,96. O presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, João Egídio Junior, alertou para o aumento de doentes renais no País, principalmente por complicações em diabéticos e hipertensos. Segundo o médico, 80% dos problemas renais surgem em decorrência de pressão alta e diabetes.

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