Brasil desiste de cargo em favor de Cuba na ONU

O Brasil abriu mão da candidatura de um especialista em direitos humanos para um alto cargo na Organização das Nações Unidas (ONU) para evitar ter de disputar votos com os demais países da América Latina. A decisão acaba garantindo a eleição de um cubano apoiado pelo governo de Havana para um posto de influencia em direitos humanos, além de um chileno e um mexicano.Como parte da reforma das Nações Unidas, a entidade criou um órgão consultivo composto de 18 peritos, com a função de dar recomendações sobre direitos humanos à ONU. O Brasil havia indicado o ex-deputado Marcos Rolim para a primeira eleição, que ocorrerá para a criação desse órgão. A América Latina, porém, conta com vagas limitadas nesse organismo e a candidatura brasileira significaria que os indicados pela região teriam de ir a uma votação geral, já que haveria mais candidatos latino-americanos que postos para eles. Além de Brasil e Cuba concorriam ao cargo Chile e México. Com a decisão do governo de retirar o nome do especialista brasileiro, abriu-se a possibilidade de uma escolha automática de Miguel Alfonso Martinez, de Cuba, além dos indicados por Chile e México. Representantes do Itamaraty confirmaram a retirada do brasileiro da corrida pelo posto de prestígio na ONU. Mas garantiram que a decisão foi pessoal de Marcos Rolim de não entrar em uma disputa regional por votos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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