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Brasil Carinhoso não é um programa eleitoreiro, rebate ministra

Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, refuta críticas sobre as medidas

Agência Brasil

15 de maio de 2012 | 11h18

BRASÍLIA - Respondendo às críticas de que o programa Brasil Carinhoso, lançado pelo pela presidente Dilma Rousseff no final de semana, tem caráter eleitoreiro, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse nesta terça-feira, 15, que o que o governo quer com as medidas é "tirar as crianças da extrema pobreza".

 

"O Brasil tem eleição a cada dois anos. O país não pode parar, tem que continuar, e é isso que estamos fazendo, tirando as crianças da extrema pobreza", disse a ministra durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. "A pergunta deve ser o contrário: a gente deveria esperar o ano que vem, somente porque não é ano eleitoral?", completou.

 

O conjunto de ações lançadas pelo governo federal vai ajudar crianças até 6 anos cuja renda familiar per capita seja inferior a R$ 70. Ao todo, 2 milhões de famílias devem ser beneficiadas. O dinheiro será pago por meio do cartão do Bolsa Família no mesmo dia em que os demais benefícios são disponibilizados.

 

Após participar de entrevista ao programa Bom Dia, Tereza lembrou que as famílias com crianças de até 6 anos já cadastradas no Bolsa Família serão beneficiadas automaticamente pelo novo programa e, portanto, não precisarão procurar as prefeituras.

 

"As pessoas já têm o cartão, não precisam ir a lugar algum para receber esse novo benefício, que é automático. Para o Nordeste, em especial, é muito importante conceder esse aumento agora, porque o Nordeste passa por uma das piores secas dos últimos 50 anos. Melhorar a vida dessas famílias neste momento é fundamental."

 

Durante o programa, a ministra lembrou que o próprio Bolsa Família, quando foi lançado, em 2003, recebeu críticas relacionadas ao assistencialismo e ao caráter eleitoreiro. "Ele conseguiu não só aliviar a pobreza como garantir que as crianças passassem a frequentar mais a escola. Conseguimos reduzir a desnutrição, em especial no Semiárido nordestino. Está comprovado que o dinheiro que essas famílias recebem vai para a alimentação, para o material escolar e que é um dinheiro bem gasto", destacou.

 

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