Brasil apresenta candidatura de Graziano para novo mandato na FAO

Ex-ministro brasileiro é o atual diretor-geral da agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura; ele é candidato único

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2015 | 16h22

GENEBRA - O governo brasileiro apresentou a candidatura de José Graziano da Silva para um segundo mandato como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O ex-ministro do governo Lula será o único candidato para o cargo com sede em Roma e não sofrerá a concorrência de nenhum outro país. Dias antes de lançar o nome de Graziano, o Brasil depositou à FAO os US$ 15 milhões que devia à entidade com relação às contribuições obrigatórias de 2014. 

A eleição ocorre em junho e, até o encerramento das candidaturas para o cargo no dia 31 de janeiro, a FAO informa que apenas o governo do Brasil declarou seu interesse pelo cargo, o que torna Graziano o único a disputar as eleições.

O brasileiro venceu o pleito em junho de 2011 para um primeiro mandato, sob a promessa de modernizar a administração da entidade e combater a fome no mundo. Naquele momento, o que definiu a vitória do ex-ministro foi o apoio da África, costurado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Seu eventual segundo mandato, porém, será marcado por uma queda acentuada nos preços das commodities, um desafio para a renda de milhões de agricultores pelo mundo. 

Dívida. Para poder se candidatar, porém, Graziano precisou mostrar que o compromisso do governo brasileiro com a FAO ainda estava intácto. Não por acaso, três dias antes de registrar a candidatura do ex-ministro, o  Ministério do Planejamento quitou as dívidas que o país mantinha com o órgão da ONU.

Nos últimos meses, o Brasil tem acumulado dívidas com as Nações Unidas e, diante de um aperto fiscal realizado pelo governo, o Itamaraty já começou a ser suspenso de alguns organismos da ONU  por falta de pagamento. No caso da Agência Internacional de Energia Atômica e do Tribunal Penal Internacional, o Brasil já perdeu seu direito de voto.

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