Brant quer disputar governo de Minas pelo PFL

O ministro da Previdência Social, Roberto Brant, manifestou, nesta segunda-feira, a intenção de disputar o governo mineiro pelo PFL, caso o partido siga a estratégia de candidaturas próprias também para governos estaduais. "Se o PFL desejar, e acho que deveria desejar, estou à disposição para concorrer ao governo mineiro", afirmou. Paralelamente, a legenda pretende reunir em Belo Horizonte, na próxima quarta-feira, oito partidos, no chamado "frentão" (incluindo PTB, PMN, PV, PPS, PFL, PSB, PSL e PPB ).AlternativasO objetivo do encontro é reunir pré-candidatos, como o candidato pelo PSB, o governador fluminense, Anthony Garotinho, o pré-candidato pelo PPS, Ciro Gomes, e possivelmente a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), para discutir alternativas para a sucessão nos Estados."Precisamos sair da dicotomia PSDB-PMDB e oferecer um cardápio mais variado ao eleitor", disse Brant. De acordo com o ministro, embora existam articulações em torno do "frentão", o PFL não abandona a tese do lançamento da candidatura própria, tanto em nível estadual como nacional, e continua firme na intenção de formar uma aliança com o PMDB.AliançaA expectativa é que, caso a aliança se confirme nos próximos dias - principalmente em função do racha entre governistas e aliados de Itamar no PMDB em torno da realização das prévias -, o PFL também possa definir até a próxima semana um nome de consenso para a disputa em Minas. "Queremos nos aliar ao PMDB, porque sabemos que temos uma candidata bem colocada nas pesquisas e que tem chances de disputar o segundo turno", avalia. Para o ministro, o candidato do partido ao Palácio da Liberdade terá que buscar a cooperação administrativa com o governo federal. "Este foi o principal erro do governador (Itamar Franco), porque a cooperação administrativa não pode faltar. Os governos estaduais e federal têm que trabalhar juntos", acredita.Roberto Brant esteve, nesta segunda, reunido com empresários mineiros na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg), discutindo alternativas para o financiamento da Previdência Social e anunciou a instalação de 15 agências e 2 gerências-executivas no Estado, que deverão entrar em funcionamento dentro de 60 a 90 dias.

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