Brant lamenta greve no INSS e pede negociação

O ministro da Previdência Social, Roberto Brant, lamentou o prejuízo para a população que a greve de quase 60 dias dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está trazendo. Brant disse que já é hora do governo e dos grevistas sentarem para negociar. "Não é fácil para o governo fazer concessões, mas o setor responsável deveria iniciar um diálogo", disse Brant, referindo-se ao Ministério do Planejamento.O ministro contou que já recebeu os grevistas, mas que a solução do problema que levou à greve dos servidores está fora do alcance do Ministério da Previdência Social. Ele disse que fracassou na tentativa de evitar a greve e mediar um diálogo com o setor competende do governo, mas pediu compreensão e boa vontade às partes. "Cada parte poderia ceder um pouco, dando demonstração de boa vontade, porque quem está sendo prejudicada é a população que precisa do INSS", argumentou.Segundo o ministro, a greve acabou com o esforço tremendo que foi feito pela Previdência Social para melhorar o atendimento. Ele contou que, antes da greve, o INSS vinha gastando em média 17 dias para liberar o benefício solicitado. Agora ele estima que a Previdência Social só conseguirá voltar a liberar benefícios nesse prazo um ano após a volta dos servidores ao trabalho.De acordo com Brant, dois meses parados significa um represamento de 300 mil benefícios por mês. "Não daremos conta de colocar isso em dia de uma hora para outra", alertou. Ele disse que pela primeira vez, devido à greve, os benefícios pagos em outubro serão inferiores aos pagos em setembro. Sem acesso aos postos de atendimento do INSS, a população simplesmente não conseguiu dar entrada nos pedidos de aposentadoria e pensão.

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