Bragato quer retomar liderança

Deputado, que é alvo de três investigações, avalia poder voltar ao cargo de líder do PSDB na Assembléia

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

27 de setembro de 2007 | 00h00

O deputado estadual Mauro Bragato (PSDB) disse ontem que pretende voltar à liderança do partido na Assembléia Legislativa ainda neste ano. O tucano se afastou do posto em julho, depois das denúncias veiculadas pelo Estado de que teria recebido R$ 104 mil em propina, entre 2003 e 2005, da empresa FT Construções. A empreiteira é acusada de envolvimento num esquema de fraude em licitações e superfaturamento de obras de casas populares na região de Presidente Prudente, reduto eleitoral de Bragato."Eu devo voltar para o Orçamento (o projeto de lei chega ao Legislativo até o fim deste mês), embora a deputada Maria Lúcia Amary esteja se dando muito bem na liderança", afirmou ontem após uma reunião na Assembléia com lideranças do Movimento dos Sem-Terra (MST). Bragato avalia que a crise já passou e poderia retornar ao cargo sem trazer prejuízos à bancada do PSDB.Em agosto, Bragato foi absolvido, por unanimidade, pelo Conselho de Ética da Casa. Os deputados entenderam que não havia prova suficiente do envolvimento do tucano que justificasse a cassação do mandato.Atualmente o deputado é alvo de três investigações. A primeira, na esfera criminal, está sob o comando do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e corre em segredo de Justiça. Na esfera cível, o Ministério Público abriu procedimento para apurar se Bragato incorreu em ato de improbidade administrativa. Outra investigação, mais adiantada, segue na Justiça Eleitoral. A Procuradoria Regional Eleitoral pede a cassação do parlamentar por irregularidades na arrecadação de sua campanha à reeleição, em 2006. O pedido teve como base outra reportagem do Estado, que revelou que o deputado doou para a própria campanha valor 511% do que seu patrimônio declarado naquela ano. Bragato nega qualquer irregularidade e diz que recorreu a um empréstimo para obter os R$ 40 mil doados. O deputado atribui a adversários políticos as denúncias contra ele.

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