DIDA SAMPAIO/ESTADÃO (22/4/2020)
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO (22/4/2020)

Braga Netto diz que é preciso ‘respeitar projeto escolhido pela maioria dos brasileiros’

Em evento de troca de comando do Exército, ministro da Defesa disse que País precisa estar unido contra qualquer iniciativa de 'desestabilização institucional' que altere o 'equilíbrio entre os Poderes'

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2021 | 18h56

BRASILIA – Em meio à preocupação do governo com o desgaste político causado pela CPI da Covid, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, afirmou nesta terça-feira, 20, que o País “precisa estar unido contra qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional que altere o equilíbrio entre os Poderes”. Ele destacou que é preciso respeitar o processo democrático e a escolha da maioria dos brasileiros para “conduzir os destinos do País”.

“O momento requer um maior esforço de união nacional, com foco no combate à pandemia e no apoio à vacinação. Hoje, o País precisa estar unido contra qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional que altere o equilíbrio entre os Poderes e prejudique a prosperidade do Brasil”, declarou o ministro no evento de troca de comando do Exército nesta terça-feira, 20, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

“Enganam-se aqueles que acreditam estarmos sobre um terreno fértil para iniciativas que possam colocar em risco a liberdade conquistada por nossa nação. É preciso respeitar o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros para conduzir os destinos do País”, disse ele.

Braga Netto reforçou que as Forças Armadas seguem prontas para garantir a liberdade e a democracia, além de estarem preparadas para sempre servir aos interesses nacionais. “Neste período de intensa comoção e incertezas que colocam à prova a maturidade, a independência e harmonia das instituições democráticas brasileiras, o Exército, a Marinha e Força Aérea mantêm o foco em suas missões constitucionais, permanecendo sempre atentas à conjuntura nacional."

O Exército foi a última Força a oficializar a troca em seu comando. Nos eventos de transmissão de cargo da Marinha e da Aeronáutica, Braga Netto também destacou a necessidade de independência entre os Poderes públicos, em meio aos trâmites para a instalação da CPI da Covid, que mira o governo federal e foi determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

No evento desta terça-feira, 20, foi oficializada a substituição de Edson Leal Pujol, demitido em 30 de março. A demissão de Pujol e de toda a cúpula militar ocorreu depois de divergências e recusa do general em apoiar posições políticas do presidente. Em sua despedida nesta terça, Pujol destacou ações da sua gestão e fez agradecimentos com destaque para o vice-presidente Hamilton Mourão e o agora ex-ministro Fernando Azevedo. Nesta segunda-feira, 19, em seu último evento público como comandante, Pujol citou a “imparcialidade” da Força durante a cerimônia do Dia do Exército com a participação de Bolsonaro.

Novo comandante escolhido, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira não discursou na cerimônia. Ele foi o terceiro na lista de antiguidade e, ao escolhê-lo, Bolsonaro quebrou a tradição de optar pelo oficial mais antigo para comandar a tropa – algo que a ex-presidente Dilma Rousseff também fez em sua gestão. Antes de assumir o comando da Força Terrestre, Paulo Sérgio ocupava o cargo de chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército.

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