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DIDA SAMPAIO/ESTADÃO (22/4/2020)
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Braga Netto diz que ameaça contra eleições é 'invenção'; Estadão mantém informações

Reportagem revelou pressão de ministro sobre presidente da Câmara, por meio de emissário, de que País não terá eleições em 2022 caso não seja aprovado o voto impresso

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2021 | 10h28
Atualizado 22 de julho de 2021 | 11h31

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, negou, na manhã desta quinta-feira, 22, que tenha enviado um recado, por meio de um importante interlocutor político, de que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso, como cobra o presidente Jair Bolsonaro.

Ao chegar ao Ministério da Defesa, Braga Netto limitou-se a dizer que se trata de uma “invenção”. O chefe das Forças Armadas não deu nenhuma informação complementar. O Estadão mantém todas as informações publicadas.

O diretor de jornalismo do Grupo Estado, João Caminoto, também usou as redes sociais para reafirmar a veracidade do conteúdo publicado. 

"Diante das diversas reações, considero importante reafirmar na íntegra o teor da reportagem publicada hoje no Estadão sobre os diálogos do ministro da Defesa. O compromisso inabalável do Estadão segue sendo a qualidade jornalística e o respeito ao Estado de Direito", escreveu.

Conforme aponta a reportagem, no dia 8 de julho, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), recebeu o recado de um interlocutor de Braga Netto. O ministro pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso. 

O presidente Jair Bolsonaro repetiu publicamente a ameaça de Braga Netto no mesmo 8 de julho. “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, naquela data, na entrada do Palácio da Alvorada.

Lira considerou o recado dado por Braga Netto como uma ameaça de golpe e procurou Bolsonaro. Teve uma longa conversa com ele, no Palácio da Alvorada. De acordo com relatos obtidos pelo Estadão, o presidente da Câmara disse ao chefe do Executivo que não contasse com ele para qualquer ato de ruptura institucional.

Desde segunda-feira, 19, o Estadão vinha procurando o Ministério da Defesa para comentar o assunto, mas não obteve respostas aos questionamentos.

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