Braço direito de Dantas fica em silêncio durante interrogatório

Humberto Braz é acusado de tentativa de suborno de delegado federal para livrar banqueiro de investigação

Carolina Ruhman, da Agência Estado

06 de agosto de 2008 | 15h58

O interrogatório de Humberto Braz ao juiz Fausto Martin de Sanctis, na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, foi muito curto e não durou mais do que meia hora. Braz, que é um dos acusados pela Operação Satiagraha de tentativa de suborno de US$ 1 milhão a um delegado da Polícia Federal, exerceu o direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório. De acordo com o procurador da República Rodrigo De Grandis, que também estava presente ao interrogatório, Braz "não falou nada durante o depoimento".   Veja também: CPI nega pedido de adiamento do depoimento de Protógenes Entenda como funcionava o esquema criminoso  As prisões de Daniel Dantas   Antes mesmo do início do interrogatório desta quarta, que começou por volta das 14h30 e terminou por volta das 15 horas, a defesa de Humberto Braz já havia informado que ele tinha sido orientado a não responder as perguntas. Os advogados de defesa de Braz destacaram que a acusação (a seu cliente) está fundamentada num áudio de qualidade ruim da conversa gravada com a suposta tentativa de suborno ao delegado da PF. Os advogados de Braz querem a transcrição dessa conversa para orientar seu cliente no depoimento.

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