Braço direito de Dantas fica calado em depoimento à PF

Humberto Braz é acusado de intermediar, a mando de banqueiro, suborno a delegado

Agência Brasil,

15 de julho de 2008 | 19h04

O ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz, apontado como um dos principais auxiliares do dono do Banco Opportunity, Daniel Dantas, ficou calado durante o seu depoimento nesta terça-feira, 15, na sede da superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo. Segundo Renato Moraes, um dos advogados de Braz, seu cliente foi instruído a permanecer calado durante todo o interrogatório porque os advogados não tiveram acesso a todos os autos do processo.  Veja também:Delegados da Operação Satiagraha deixam o casoTarso nega motivação política na saída de delegado Tarso e Mendes selam pacto para coibir abusos de poder Braço direito de Dantas fica calado em depoimento Governo manobra em CPI para blindar Greenhalgh Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso Veja as principais operações da PF desde 2003 As prisões de Daniel Dantas O advogado disse que ainda não há previsão de um novo depoimento, mas que a própria defesa pode solicitar uma nova data à Polícia Federal, depois que tiver lido todo o processo. O depoimento começou por volta das 11 horas e terminou no início desta tarde. Humberto Braz é acusado de tentar subornar um delegado federal para retirar o nome de Daniel Dantas das investigações conduzidas pela Polícia Federal, na Operação Satiagraha. O suborno chegou ao valor de US$ 1 milhão.  Além de Braz, apenas Hugo Chicaroni, também suspeito de tentar subornar o delegado, estão presos. Humberto Braz, que estava foragido, se entregou à Polícia Federal na manhã do último domingo e por volta do meio-dia de segunda-feira foi transferido para o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos. Após o depoimento desta terça, Braz foi transferido para a Penitenciária de Tremembé. Segundo Moraes, a Polícia Federal não esclareceu porque seu cliente foi transferido e tampouco porque não está preso na carceragem da Polícia Federal, assim como Hugo Chicaroni.

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