Bové diz onde está para "facilitar" trabalho da PF

O ativista francês José Bové divulgou onde está hospedado na capital gaúcha, o Hotel San Raphael, para facilitar o trabalho dos agentes da Polícia Federal encarregados de entregar a ele uma notificação para que deixe o País. "Não tenho o hábito de me esconder", disse na noite desta segunda-feira, ao conceder uma entrevista coletiva. Dizendo-se surpreso com a notícia, Bové disse que fará o que os advogados lhe recomendarem. A princípio, ele deixará o Brasil nesta quarta-feira, no dia seguinte ao término do encerramento do Fórum Social Mundial. "Espero que o Presidente da República não tenha conhecimento disso", disse o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, ao comentar a possível notificação. Stédile informou que pediu que advogados do MST fossem à Superintendência da Polícia Federal em Porto Alegre para tentar ter conhecimento do teor da notificação. Advogados em Brasília foram acionados para saber o conteúdo do documento. Um dos coordenadores do fórum, o jornalista Bernard Cassen informou que a delegação francesa pediu que a Embaixada da França no Brasil interceda em defesa de Bové. Segundo Stédile, o vice-governador do Rio Grande do Sul, Miguel Rossetto, manifestou sua solidariedade ao ativista francês que se disse surpreso pela decisão do governo brasileiro. "Estou surpreso que o Brasil, que é uma república antiga, que vem do século passado, tenha tomado essa decisão", comentou Bové, antes das 21h.

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