Botelho reconhece enfraquecimento de greve

O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, já admite que a greve iniciada na segunda-feira está enfraquecendo. Segundo ele, o número de caminhões que deixaram de transitar nas estradas caiu de 700 mil iniciais para cerca de 500 mil a 600 mil. "A greve está com força nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, e, nos demais estados, muitos caminhoneiros continuam em suas cidades de origem", comentou Nélio Botelho. Segundo o líder do MUBC, deputados da Frente Parlamentar Nacionalista, liderados pelo deputado federal Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), tentam abrir uma negociação com Ministério dos Transportes. Botelho afirma que problemas de abastecimento ocorrem apenas nos Estados do Sul e reclamou da posição do governo. "O governo montou uma operação de guerra contra os caminhoneiros e não querem dialogar. No Paraná, a situação virou caso de polícia", disse. O governo, no entanto, argumenta que na próxima quinta-feira, será realizada mais uma reunião mensal do grupo de trabalho interministerial que cuida dos assuntos relacionados à categoria, com a presença de entidades sindicais. O grupo foi criado após a greve de caminhoneiros ocorrida em maio de 1999. Na época, várias rodovias foram bloqueadas, causando problemas de abastecimento.

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