Botelho diz que greve será mantida

O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, afirmou hoje que a entidade vai manter a greve "invisível" de caminhoneiros autônomos iniciada ontem, em protesto contra os altos pedágios e os baixos fretes. Segundo ele, o governo federal classificou a paralisação como "invisível e fracassada" porque este ano não estão ocorrendo muitos tumultos, piquetes e bloqueios nas rodovias, como aconteceu em julho de 99. "O caminhoneiro não quer confronto; a maioria aderiu deixando os veículos parados", declarou. Ele acredita que as conseqüências serão sentidas nos próximos dias, com a falta de veículos para transportar as mercadorias. "Poderá haver desabastecimento de produtos", afirmou. Segundo Botelho, a adesão nos Estados do Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) e na Baixada Santista de São Paulo é de cerca de 90%. Para ele, os Estados do Sul correm maior risco de desabastecimento. Em outros Estados, de acordo com Botelho, aproximadamente 70% a 80% dos transportadores decidiram parar. Segundo o sindicalista, o movimento de caminhões é muito baixo em Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo. Botelho declarou que prosseguirá o protesto até que representantes do governo federal o chamem para um "diálogo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.