'Botaram Renan na forca e não puxaram o banco', diz Tuma

Para o corregedor do Senado , 'seis pessoas prefeririram a abstenção a ter uma dor de consciência no futuro'

Agência Brasil

13 Setembro 2007 | 15h17

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), comentou a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e disse que ele precisa retomar a confiança dos demais senadores e da sociedade. Ele criticou àqueles que se abstiveram de votar. "O resultado é dividido mesmo. Seis pessoas não tiveram a coragem de votar a favor dele, e preferiram a abstenção do que ter uma dor de consciência no futuro".   Tudo sobre o julgamento de Renan     "Botaram ele na forca e esqueceram de puxar o banco", resumiu Tuma sobre a situação do senador, que foi absolvido, mas enfrentará outros processos na Casa. O resultado da sessão da última quarta no plenário teve 40 votos pela absolvição, 35 votos a favor da cassação e seis abstenções. Para aprovar a cassação ou a absolvição eram necessários a maioria simples dos 81 senadores, ou seja, 41.   Com isso, Renan ficou livre do primeiro processo dos quatro processos. Senadores da oposição e da base aliada também acreditam que a crise deve continuar. Tuma informou hoje (13) que quer ouvir o mais rápido possível o em empresário Tito Uchôa, suspeito de ser um dos laranjas usados pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) na compra de uma rádio em Alagoas, conforme reportagem publicada pela revista Veja, que baseou uma nova representação contra o senador.   Com base na reportagem, DEM e PSDB entraram com uma representação no Conselho de Ética do Senado, pedindo apuração das denúncias e, também, a cassação do mandato do senador Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar.   Segundo Tuma, "Uchôa está caracterizado como o homem que movimentou financeiramente a compra da rádio". O corregedor disse ainda que o relator da representação deverá ser designado o mais rápido possível.   No processo que foi arquivado na última quarta, Renan conseguiu uma vitória na representação do PSOL, também baseada em uma reportagem da revista Veja. O texto diz que o senador tinha contas pessoais pagas por um funcionário da construtora Mendes Júnior. Entre elas, a pensão da filha com a jornalista Mônica Veloso.

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