Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bolsonaro diz que veto na Lei de Abuso não será populista e que pretende atender Moro 

'Nós reconhecemos que existe em alguns casos o abuso de autoridade', declarou presidente, após afirmar que vai atender o seu 'Centrão'

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2019 | 11h14

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse que os vetos que pretende fazer na Lei de Abuso de Autoridade não terão viés "populista". Ele também destacou que pretende atender ao seu "Centrão", citando os ministros da Justiça, Sérgio Moro, da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e da Economia, Paulo Guedes. O presidente tem até o dia 5 de setembro para sancionar o texto aprovado no Congresso, com ou sem vetos.

"Eu vou te adiantar: vou atender o meu Centrão. O meu Centrão é o Moro, é o Paulo Guedes e o Tarcísio", declarou. "Não vai ser um veto populista, vai ser um veto necessário, que faça justiça. Nós reconhecemos que existe em alguns casos o abuso de autoridade. Mas não queremos é interferir no trabalho do combate à corrupção que é importantíssimo no Brasil."

Como publicado no Estado, os dez vetos à Lei do Abuso que o Major Vítor Hugo, líder do Governo na Câmara, pediu a Bolsonaro foram produzidos em parceria com  parlamentares de 14 partidos e entidades representativas de juízes, promotores, auditores e policiais. 

Na manhã desta sexta, Bolsonaro voltou a destacar que, entre os pontos a serem vetados, está o artigo 17 do texto, que consta na lista do Major Vitor Hugo e caracteriza como abuso "submeter o preso, internado ou apreendido ao uso de algemas ou de qualquer outro objeto que lhe restrinja o movimento dos membros, quando manifestamente não houver resistência à prisão, internação ou apreensão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio, da autoridade ou de terceiro".

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