Bornhausen volta à presidência do PFL e critica governo

O senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) foi aclamado hoje para mais um mandato como presidente do partido pela Convenção Nacional do PFL. Em seu discurso, Bornhausen anunciou que o partido inicia hoje uma grande cruzada nacional contra o aumento da carga tributária. Ele disse ainda que o PFL vive uma nova vida e é oposição, que é o lugar de quem perde as eleições presidenciais. "Nós seremos uma oposição fiscalizadora, como fomos na Câmara, na semana passada, contra o aumento de impostos, aprovado com a Medida Provisória 107", afirmou Bornhausen. Ele disse que não existirão 10 milhões de empregos como Lula prometeu na campanha, se o governo continuar promovendo "esse arrocho fiscal e tributário". "O Brasil não pode ser asfixiado", defendeu. Bornhausen criticou o governo do presidente Lula afirmando que ele esqueceu as "maravilhosas promessas de campanha" e que o presidente está à frente, agora, de um governo de contradições e de paralisias. Segundo Bornhausen, o novo governo disse aos brasileiros que a política econômica do governo Fernando Henrique estava certa mas não foi sequer capaz de pedir desculpas pelos ataques que fez a ela durante a campanha. Bornhausen afirmou também que a violência continua no País, que as invasões de terra aumentaram e que o governo agora estabeleceu o narcoturismo, fazendo do traficante Fernandinho Beira-Mar moeda de troca para a liberação de verbas estaduais. Bornhausen criticou também a política externa do governo, dizendo que o PFL não aceita conciliar com grupos terroristas como a Farc, da Colômbia, e nem ficaria calado como o governo Lula ficou diante das prisões e dos fuzilamentos em Cuba. EleiçõesEle disse que o PFL, agora, vai se preparar para as eleições municipais de 2004 que serão a base de um novo projeto de poder do partido. "Não seremos secundários no processo de formação de poder no Brasil". Ele cobrou também do governo apoio à reforma política, especialmente aos projetos já aprovados no Senado, que tratam da fidelidade partidária e do fim das coligações nas eleições proporcionais. "As bases do governo não votam na Câmara a reforma política para que o governo continue cooptando aqueles parlamentares que aceitam trocas menores, o que enfraquece os partidos", afirmou.

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