Bornhausen pede investigação de Dilma após escândalo

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC), disse hoje, em nota divulgada à imprensa, que a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff tem de ser investigada pelos escândalos envolvendo sua sucessora no cargo, Erenice Guerra. "Os fatos denunciados com provas incontestáveis ocorreram quando a ex-ministra estava no comando do mais importante órgão do Poder Executivo, abaixo apenas da Presidência da República", diz Bornhausen na nota.

AE, Agência Estado

16 de setembro de 2010 | 18h16

Para o líder do DEM, "Dilma é culpada ou por conivência ou por omissão", uma vez que Erenice Guerra chegou a um dos cargos mais importantes da República pelas mãos da petista. "Todo o Brasil está pasmo com o que se transformou a Casa Civil nos últimos sete anos e oito meses", avaliou. "O principal órgão de assessoramento do presidente da República, constitucionalmente responsável pela filtragem dos atos do chefe do Executivo, foi tomado de assalto primeiro por José Dirceu e, agora, por Erenice Guerra", acrescentou.

Segundo Bornhausen, as denúncias são sérias e a demissão de Erenice comprova essa tese. "Demissão, aliás, que não foi espontânea, e sim provocada pelo Presidente da República, que não surpreende por ser uma prática rotineira neste governo federal", avalia o líder do DEM.

Bornhausen ainda destaca que a Polícia Federal (PF), que se dizia impedida de investigar Erenice Guerra, agora pode fazê-lo, já que ela não ocupa mais o cargo de ministra. Para ele, "os novos fatos de tráfico de influência praticado por familiares de Erenice Guerra, revelados hoje, a demissão de Erenice e o silêncio da ex-ministra Dilma Rousseff justificam e exigem a instauração imediata de inquérito". Para ele, essas providências são necessárias e urgentes não por causa das eleições, mas "para defender o país, o Estado, enfim, a nação brasileira".

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