Bornhausen nega remessa ao exterior e processará procurador

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), divulgou uma nota no site do partido na internet, anunciando que entrará com processo na Justiça contra o procurador Luiz Francisco de Souza, que cita seu nome como vinculado a remessas de dólares ao Exterior por intermédio do Banco Araucária. Bornhausen contesta as denúncias de que teria feito remessas ilegais ao Exterior e acusa Luiz Francisco de assumir "atitudes que em nada dignificam o Ministério Público Federal." Na nota, de dez tópicos, o senador afirma que nada tem a ver com o Banco Araucária e que a denúncia é "irresponsável e caluniosa". Bornhausen menciona reportagem publicada há um ano pela revista Época, em que é mencionada a existência de boletos bancários em nome do senador e afirma que, na ocasião, requereu e obteve certidões do Banco Central e Banco do Brasil atestando que não há registro de remessas nem recebimentos em seu nome por meio de conta CC-5.Bornhausen diz que obteve certidões também do Banestado e do Banco Araucária confirmando que nunca teve contas nesses bancos nem fez quaisquer transações com eles. Na verificação dos fatos, segundo Bornhausen, ficou constatado que lhe era atribuída uma remessa de US$ 16 mil para uma conta do BB em Nova York. Diz o senador que o BB lhe forneceu certidão informando que ele não tem "a titularidade nem a co-titularidade da mencionada conta". Bornhausen diz também que em junho de 2002 seus advogados pediram exame dos documentos da denúncia ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, e que este informou à Justiça Federal ter requisitado instauração de inquérito policial a fim de investigar possível vazamento de informações bancárias. Sobre Luiz Francisco, o presidente do PFL afirma ainda que o "indigitado procurador pratica outro crime". ao acusá-lo e à sua família como responsáveis pelo Banco Araucária, incorrendo em "calúnia, difamação e abuso de poder". Bornhausen afirma que sua imagem sofreu "perdas irreparáveis", pois nunca foi "acionista do Banco Araucária nem tem laços familiares com seus acionistas ou dirigentes". Bornhausen diz, na nota, que seu irmão Paulo Bornhausen foi acionista do Araucária, mas vendeu sua participação em 1995.

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