Bornhausen entrega defesa à CPI do Banestado

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), entregou hoje documentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado para provar que não fez remessa ilegal de dinheiro ao exterior por meio de contas CC-5. Entre os documentos estão certidões do Banco Central, do Banco Araucária, do Banestado e da Diretoria Internacional do Banco do Brasil, atestando que não há remessas ou recebimentos de valores por meio das CC-5 em seu nome. O envolvimento do nome Bornhausen no caso surgiu com a divulgação de informação segundo a qual teria sido encontrado, na Agência do Banestado em Nova York, um boleto bancário em seu nome no valor de US$ 185 mil. Em discurso na CPI, o senador afirmou que, para receber a remuneração como embaixador em Portugal, quando ocupou o posto no governo Fernando Henrique Cardoso, ele possuía uma conta no Banco do Brasil em Nova York e outra em Lisboa, devidamente registradas em sua declaração de Imposto de Renda. No discurso, Bornhausen pediu que a CPI impeça novas agressões à sua honra e que os responsáveis pelas acusações contra ele sejam devidamente identificados e apontados à Justiça, para a devida punição, conforme a lei. O presidente da CPI, Antero Paes de Barros (PSDB-MT), já marcou para terça-feira reunião para definir o cronograma de trabalhos do órgão e analisar os requerimentos de integrantes da comissão com propostas de trabalho. Amanhã, Paes de Barros vai reunir-se com o relator da comissão, deputado José Mentor (PT-SP), e o vice-presidente, deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), para acertar os primeiros passos da CPI.

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