Bornhausen diz que CPI dos bingos divide o PFL

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse há pouco à Agência Estado que o PFL está dividido diante da CPI do Waldomiro e que, até agora, deu apenas cinco assinaturas para o requerimento do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) para criação da CPI do caso Waldomiro. "Nós esperamos chegar a pelo menos oito assinaturas", afirmou. A bancada do PFL no Senado tem 16 senadores. A defesa que o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fez ontem do governo, no plenário do Senado, aumentou o conflito interno no PFL sobre o tema. Sem mencionar o nome de ACM, Bornhausen advertiu, entretanto: "Quem não seguir a linha de oposição do partido vai pagar o preço". Bornhausen disse que o governo do presidente Lula "foi leviano ao comemorar o silêncio mafioso" do ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz, em seus depoimentos de ontem à Polícia Federal. O dirigente pefelista observou que o alívio que o governo diz estar sentindo hoje pode passar a qualquer instante, uma vez que o caso poderá ter desdobramentos. O presidente do PFL teve hoje uma longa conversa com Antero Paes de Barros, programou um encontro com o presidente do PSDB, José Serra, para amanhã e agendou, também, uma conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o próximo fim de semana, em São Paulo.

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