Bornhausen defende dobradinha PFL-PSDB para 2006

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), defendeu hoje que seu partido e o PSDB reeditem uma dobradinha eleitoral para a disputa presidencial de 2006, assim como fizeram nas campanhas de 1998 e 2002. Segundo ele, se não houver um acordo entre os dois partidos já no primeiro turno, certamente haverá no segundo turno da disputa.Bornhausen destacou o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e o prefeito reeleito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), como dois potenciais candidatos para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Lula é um candidato forte, mas não imbatível", afirmou o senador, destacando "o belo resultado" que o PSDB teve nas eleições municipais e o desempenho de Alckmin na campanha vitoriosa pela disputa na cidade de São Paulo.Em contrapartida, Bornhausen descartou os nomes de Anthony Garotinho (PMDB) e do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PPS), como possíveis candidatos em 2006. "São figuras que já não constam do prognóstico político." Para Bornhausen, o PMDB não tem nenhum nome para a disputa presidencial. "Não vejo nome que tenha alcançado este patamar", ponderou.De uma forma geral, o senador descarta a possibilidade de surgimento de um novo nome para a disputa de 2006, o que fará com que o pleito esteja restrito a poucos candidatos. "O importante é que a sociedade não vai querer uma disputa de nomes. Vai querer um candidato que apresente uma proposta de crescimento sustentado, com geração de emprego", afirmou. Nesse sentido, o crescimento ficaria dependente de uma política de corte de gastos públicos. O PFL solicitou estudos a uma série de economistas de renome, como Raul Velloso, Gustavo Loyola, José Pastore e Dionísio Carneiro, para iniciar o processo de elaboração do programa do PFL para 2006.

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