Bornhausen critica governo e pede dureza contra MST

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), voltou nesta quinta-feira a cobrar do governo medidas duras para impedir o agravamento das invasões do Movimento dos Sem-Terra (MST) e a conseqüente intensificação dos conflitos rurais. ?Nós entendemos que o governo está dirigindo de forma irresponsável a situação do campo brasileiro?, afirmou Bornhausen, após reunião da Executiva do partido.Para o senador, essa situação está levando os produtores rurais a se articularem, ?e o mais grave, a se armarem para combater as invasões?. Na avaliação do presidente do PFL, a nomeação de membros do MST para as superintendências do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) está trazendo um problema enorme para a área rural brasileira. O assunto voltou a ser discutido na reunião desta quinta dos dirigentes do PFL.?As invasões aumentaram e o governo continua sem mostrar sua autoridade, o que é um fato muito grave para o Brasil?, afirmou. Coordenadora do Núcleo de Agricultura e Reforma Agrária do PFL, a deputada Kátia Abreu (TO) disse ter informações de que os encarregados da política fundiária doPaís teriam um plano para, aos poucos, substituir a legislação sobre o direito de propriedade. ?Eles querem ir comendo pela beirada."Ela disse que os dados foram obtidos de pessoas ligadas ao Incra. A deputada voltou a cobrar do governo a manutenção da medida provisória que exclui as terras invadidas do programa da reforma agrária. Segundo ela, a falta de firmeza dogoverno com relação a esse ponto tem levados os produtores a contratar milícias para proteger suas terras.A deputada disse que, antes da MP, em 1999, o MST patrocinou 600 invasões. Depois que a medida entrou em vigor teriam sido contabilizadas 200 invasões, menos da metade daquele ano.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e o Congresso

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