Bornhausen afirma que PT rasgou a bandeita da ética

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), acusou o PT de rasgar a bandeira da ética por trabalhar contra a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o escândalo envolvendo Waldomiro Diniz, ex-assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu. "A presença de Waldomiro no governo é um débito com a ética no PT que jamais será pago. Primeiro, o partido rasgou o discurso de campanha. Agora, rasga a bandeira da ética", disse o senador à Agência Estado, logo após o seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O senador preferiu não tomar posição publicamente sobre se Dirceu deveria ou não se afastar do cargo, por conta do escândalo de tráfico de influência de seu ex-assessor. Mas fez questão de lembrar que já houve um precedente para esse tipo de caso em 1993, durante o governo Itamar Franco, quando o então ministro-chefe da casa Civil, Henrique Hargreaves, pediu afastamento do cargo em meio a denúncias de que participava de esquema de manipulação do orçamento da União. Inocentado, retornou após alguns meses ao governo. "A decisão de afastamento deve ser tomada entre o ministro Dirceu, sua consciência e o presidente da República", afirmou o senador. Bornhausen reiterou que o PFL quer a abertura de uma CPI no Senado para esclarecer o fato, apesar de o escândalo envolvendo Diniz ter ocorrido antes do atual governo. "O fato, agora, é que ele foi para o governo, foi assessor do ministro e participava de todas as ações de cooptação de parlamentares. É claro que ele precisa explicar isso ao Congresso, e o melhor caminho é a CPI", defendeu o presidente do PFL. Para o senador, só depois que Diniz for ouvido é que, sem pré-julgamento, serão ouvidos aqueles "que tenham intimidade com ele, que se utilizavam do serviços dele e que eram os chefes dele." Bornhausen acredita que os parlamentares serão pressionados por suas bases eleitorais que querem a CPI e assinaram o pedido.

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