Bornhausen acredita em reedição de aliança governista

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), afirmou, hoje, que acredita ser possível reeditar a aliança(PFL-PSDB-PMDB-PPB-PTB) que apoiou a eleição e a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Sobre este tema, no final do dia, o presidente do PFL e o presidente do PSDB, José Aníbal (SP), serão recebidos pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. " Se achasse que não é possível (reeditar a aliança), não estaria participando desse tipo de conversa", disse Bornhausen. A uma pergunta sobre a razão de o PMDB não ter sido chamado para a conversa de hoje com o presidente, Bornhausen disse quea audiência foi pedida por ele e Aníbal, não foi um chamado de Fernando Henrique.Bornhausen comentou que o presidente do Congresso, senador peemedebista Jader Barbalho (PA), no discurso de encerramento dos trabalhos legislativos do primeiro semestre, afirmou que o PMDB não voltaria a fazer parte da aliança. Por isso, o presidente do PFL disse considerar que seria "infantil" chamar o PMDB para a reuniãode hoje com o presidente da República. Esse encontro, segundo Bornhausen , servirá para os três trocarem idéias sobre a forma de se conduzir o processo de escolha de um candidato comum aos partidos da aliança, sobre como será definido um programa e como serão superados os problemas estaduais. Da reunião de hoje com Fernando Henrique deverá participar também o vice-presidente, Marco Maciel. PesquisasSobre as recentes pesquisas sobre a corrida eleitoral em 2002, Bornhausen disse considerar que as atuais pesquisas de intenção de voto que dão vantagem aos pré-candidatos da oposição ao governo servem apenas para avaliar se os eleitoresconhecem ou não os nomes apresentados. Sobre o fato de os presidenciáveis oposicionistas estarem mais bem situados nos levantamentos de intenção de voto, Bornhausen afirmou: "Estamos longe do processo, é um problema de conhecimento. Esses resultados não são de intenção de voto, são de conhecimento dos candidatos".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.