Boris Casoy é inocentado da acusação de calúnia

Os ministros da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluíram que o apresentador de telejornal Boris Casoy exerceu o direito de liberdade de imprensa ao comentar, em 2001, a participação do advogado criminalista Alberto Zacarias Toron na defesa do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, suspeito de envolvimento no desvio de recursos da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo."Como eles têm bons advogados, pagos, aliás, com dinheiro rapinado de todos nós, acabam saindo ilesos", afirmou Boris em seu programa. Em seguida, o apresentador acrescentou: "Sem voz, sem grandes advogados, sem o dr. Toron, os pobres acabam mofando nas masmorras brasileiras. Certamente Lalau tem um tratamento melhor do que o pequeno batedor de carteira do centro de qualquer cidade brasileira.?O advogado Toron sentiu-se atingido pelos comentários de Boris, que foi denunciado por calúnia. No entanto, o STJ concluiu que não houve crime. Relator do recurso no STJ, o ministro Paulo Gallotti entendeu que o apresentador fez uma constatação e que, indiretamente, realçou a qualificação do advogado. "Os pobres, de fato, carecem de patrocínio e não têm acesso aos melhores profissionais", afirmou.

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