Borges nega acusações em relação à Sudam

Envolvido numa série de denúncias de desvios deverbas da Superintendência do Desenvovolvimento da Amazônia (Sudam), o empresário José Osmar Borges nega veementementetodas as acusações.Ele admite que é amigo do senador e presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) e nãoaceita ser chamado de fraudador.Borges admite que conheceu a assessora de Jader, a advogada Maria Eugênia Marcos Rio. Entretanto, nega as irregularidadesna Agropecuária Santa Júlia.Durante quase 30 anos, o empreendimento recebeu recursos da Sudam e continua apenas comoum projeto para ser colocado em prática. Na verdade, uma agropecuária sem rebanho."Esse é um dos meus projetos que seráexecutado", garante Borges, confirmando que o primeiro financiamento obtido é de agosto de 1972, Cr$ 320 mil (moeda daépoca, equivalente a 4.579 OTNs - Obrigações do Tesouro Nacional - ou cerca de R$ 138 mil), para desenvolver pecuáriaextensiva em uma área de 30 mil hectares, em Porto Velho (RO).Cerca de 18 anos mais tarde, o empreendimento - que nunca teve supervisão da Sudam - conseguiu autorização para setransferir para o Mato Grosso, onde se encontra até hoje.Embora enredada em irregularidades, a fazenda de Borges voltaria areceber benefícios da Sudam.Como em 1992, quando o então superintendente da autarquia, Frederico Alberto de Andrade,contrariando parecer da secretária de Planejamento do Pará, Maria Eugênia Marcos Rio, aprovou o enquadramento do projeto nasnormas do governo, mesmo sem ter avaliado a capacidade econômica e financeira dos acionistas.Descartando todas as acusações e denúncias, Borges admite que recebeu R$ 11 milhões da Sudam para o projeto daAgropecuária Santa Júlia."O Ministério Público não tem nada do que me acusar: 50% do meu patrimônio é renúncia fiscal daSudam. Eu liberei R$ 83 milhões de incentivo fiscal".O empresário admite relações com o senador. Jader disse que foi apresentado a Borges no casamento da filha do senadorCarlos Bezerra (PMDB-MT). Osmar Borges tem outra versão: "Conheci o senador Jader Barbalho na Agropecuária Campo Maior"."Na verdade, quando eu conheci o senador Jader Barbalho, ele estava no final de mandato dele de governador do Estado doPará, em 94. Neste momento, eu já tinha três projetos implantados, ou seja, prontos, e um no finalzinho para ser implantado."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.