André Dusek/Estadão
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Boneco inflável de Janot será lançado na próxima semana

Assim como Lula e Dilma, procurador-geral da República, que será reconduzido ao cargo nesta quinta, também vai virar boneco gigante

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 22h57

BRASÍLIA – A exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também vai virar boneco inflável gigante. O “New Engavetador”, como será chamado, ainda está sendo confeccionado, mas deve ficar pronto na próxima semana. Foi encomendado pelo Movimento Brasil, autor dos outros dois bonecos, e pela Força Sindical, ligada ao deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP). No início de setembro, o parlamentar virou réu no Supremo Tribunal Federal após o Ministério Público - comandado por Janot - denunciá-lo por desvio de dinheiro no BNDES. Paulinho também é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos denunciados pelo MPF por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás.

O boneco terá entre quatro e cinco metros de altura, cerca de dez metros a menos que o “Pixuleco”, boneco inflável de Lula com roupa de presidiário, e a “Pixuleca”, boneca inflável de Dilma com nariz de Pinóquio. De acordo com um dos idealizadores do “New Engavetador”, o boneco será menor por causa do alto custo. O maior custa R$ 12 mil. O Estado não conseguiu confirmar o valor do boneco de Janot.

Rodrigo Janot será reconduzido ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos nesta quinta-feira, 17, com a presença da presidente Dilma.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República apresentada ao Supremo Tribunal Federal, Eduardo Cunha recebeu propina para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobrás no período entre junho de 2006 e outubro de 2012. Cunha nega e acusa Janot de persegui-lo. Já a denúncia sobre Paulinho da Força, o acusa de ter usado sua influência política para se beneficiar de recursos desviados do banco estatal. Para o advogado de Paulinho, Marcelo Leal, a denúncia é “absolutamente inerte” e o deputado teria sido vítima do esquema de desvios da instituição.

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