Bombeiros localizam restos mortais no canal de Santos e documentos

Fragmentos de corpos foram encontrados a 100 metros de onde a aeronave caiu; carteira de Eduardo Campos também foi achada

Diego Zanchetta e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 07h28

Atualizado às 8h15

SANTOS - Na terceira "varredura" realizada no local do acidente que matou o ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas, bombeiros localizaram, por volta das 5h30 desta quinta-feira, 14, restos mortais de vítimas dentro do canal que margeia a Avenida Washington Luís, no Boqueirão, em Santos, no litoral paulista, a cerca de 100 metros do local onde a aeronave caiu. 

"A explosão do jato foi tão forte que achamos alguns restos mortais a 100 metros de distância, dentro do canal 3", relatou nesta manhã à imprensa um dos bombeiros que comandam as buscas.

Os bombeiros que passaram a madrugada fazendo o trabalho de varredura relataram que o trabalho está cada vez mais difícil por causa do cheiro de querosene na "cratera" onde está a cabine da aeronave. "A explosão foi muito forte, e os corpos se fragmentaram demais", contou o bombeiro.

O trabalho de resgate ainda se concentra em retirar a laje que está sobre a cabine do avião, onde ainda podem ser localizados restos mortais das vítimas. "Todas as peças do avião que podem ser importantes para a investigação já foram recolhidas. Esse agora é o último trabalho de varredura", relatou um agente da Defesa Civil de Santos.

Documentos. Durante toda a madrugada, agentes da Polícia Federal também permaneceram no local do resgate, ouvindo vizinhos e analisando a área do acidente. Os bombeiros também localizaram por volta das 5h a carteira com os documentos do ex-governador Eduardo Campos.

IML. Uma equipe da Polícia Federal com quatro peritos chegou por volta das 7h40 ao Instituto Médico Legal Central, para ajudar na análise dos corpos das vítimas do acidente. Por se tratar de um candidato à Presidência, a PF também instaurou um inquérito para investigar as causas de morte.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, ainda não há prazo para a identificação dos corpos. Por volta da 1h, o dentista de Eduardo Campos deixou o IML. Ele trouxe um molde da arcada dentária do ex-governador de Pernambuco. Até as 8h, ele não havia retornado.

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