Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Bom candidato deve ser empreendedor e lutar contra violência

O perfil do candidato ideal à Presidência da República tem as seguintes características: não é político mas sim um empreendedor, e deve demonstrar capacidade de combater a violência e a criminalidade no País. Este perfil foi traçado de acordo com os resultados da pesquisa elaborada pela Sensus para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), cujos resultados foram divulgados no final desta manhã. A pesquisa mostra também que é contra a imunidade parlamentar e que Jader tem culpa nas acusações que recebe.Dos dois mil entrevistados, 66,1% disseram que gostariam de votar num candidato que não fosse um político, mas que tenha um perfil empreendedor e que seja um bom administrador. Apenas 18,5% afirmaram que gostariam de votar num "político tradicional", com características dos nomes que tem sido cogitados como possíveis candidatos à corrida eleitoral de 2002. A pesquisa revelou ainda que o que mais pesaria no voto para presidente em outubro do próximo ano seria a capacidade do candidato de combater a violência. A capacidade de levar o país ao desenvolvimento aparece como a segunda característica mais importante no perfil do candidato ideal ao Palácio do Planalto. A maioria dos entrevistados, 68,4%, disse ainda que o principal fator para escolher seu candidato à presidente em 2002 será o plano de governo a ser apresentado. "A população quer um candidato que apresente propostas consistentes, que sejam possíveis de serem aplicadas", avaliou o presidente da CNT, Clésio Andrade. RoseanaA governadora do Maranhão Roseana Sarney (PFL) é, entre os nomes da base governista, a que mais votos apurou. Se a governadora se apresentasse como candidata à Presidência da República, e fosse o único nome do governo na lista, ela ficaria com 14,1% das intenções de voto. Esse porcentual garantiria à Roseana a terceira colocação, atrás apenas do presidente de Honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva (30,1%) e do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (14,4%). Se o candidato do governo fosse o ministro da Saúde, José Serra, sua posição seria de quarto lugar com 10% das intenções de voto. Em outro cenário, o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, aparece com apenas 3,2% das intenções de voto, em sexto colocado, atrás até do candidato do Prona, Enéas Carneiro, que detém 3,3% das intenções de voto. Já o governador do Ceará, Tasso Jereissati, aparece, como candidato governista, com 4,3% das intenções de voto, ficando em quinto lugar. Mesmo disputando com o ministro José Serra, Roseana ainda assim teria mais votos. Neste cenário, a governadora do Maranhão ficaria em quarto lugar com 11,2% das intenções de voto e Serra teria 8,4%, empatado em quinto lugar com o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. "Ela está sendo considerada uma governadora eficiente e este é seu melhor resultado nas pesquisas já elaboradas pela CNT", afirma o presidente da entidade, Clésio Andrade. "Roseana Sarney é a candidata mais forte do governo, se ela assim for considerada", afirma Clésio Andrade, que além de presidir a CNT também preside o PFL, partido de Roseana, em Minas Gerais. GarotinhoDepois de uma subida meteórica, o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, caiu 4,6 pontos porcentuais nas intenções de voto para as eleições de 2002. De acordo com os resultados da pesquisa, Garotinho, que obteve em julho 13,8% das intenções de voto, passou agora, em agosto, para 8,8%. "Isso é reflexo dos ataques feitos pelo governador ao presidente e outras figuras da oposição, além das denúncias, veiculadas na imprensa, contra ele", afirmou o presidente da CNT, Clésio Andrade. Há cerca de quatro meses, Garotinho sequer aparecia nas intenções de voto. De junho para cá, seu nome começou a ser cogitado nos cenários elaborados pela Sensus para a corrida presidencial de 2002. Apesar da queda, Clésio Andrade acha prematuro considerar que Garotinho está fora do páreo eleitoral do próximo ano. "Ele não foi uma bolha, as intenções de voto foram puxadas para baixo pelas denúncias contra o governador e sua posição de ataque, deflagrada no último mês", disse Andrade. "Nós entendemos que ele ainda está no páreo", alerta o presidente da CNT. CiroNa contra-mão de Garotinho, o ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, conseguiu agora em agosto registrar uma recuperação nas intenções de voto. Gomes saiu de 11,8%, em julho, para 14,9% em agosto. Para Clésio Andrade essa recuperação é reflexo da posição mais contida do ex-ministro, que diminuiu seus ataques contra o presidente Fernando Henrique Cardoso. ItamarO governador de Minas Gerais, Itamar Franco, por sua vez, sofreu uma queda nas intenções de voto, voltando ao patamar de março. Franco passou de 13,8% em julho para 11,5%. "Ele cresceu com o ínicio da crise de energia, como a população está sentido que a crise não será como o imaginado isso acaba refletindo nas intenções de voto para o governador de Minas", analisa Clésio Andrade. ImunidadeA maioria dos entrevistados avalia que a imunidade parlamentar deve ser extinta. Dos 2.000 entrevistados pela instituto, 65,9% afirmaram que a imunidade parlamentar não deve existir. Para 14,1%, a imunidade deve ser mantida tanto para atividades políticas quanto "crimes comuns" cometidos pelos parlamentares. Apenas 9,5% disseram que a imunidade deve valer apenas para atividades políticas. "O resultado da pesquisa mostra que a sociedade pede uma profunda mudança no código de conduta dos parlamentares", afirmou o presidente da CNT, Clésio Andrade. "O Aécio (Aécio Neves, presidente da Câmara dos Deputados) está no caminho certo, ao propor um código de ética", completou. Apesar dessa posição, 35% dos entrevistados consideram que a situação "moral" da vida pública brasileira continua a mesma de anos anteriores e que nada será alterado. Para 28,7%, está havendo, sim, uma moralização. Já para 29,4%, nenhuma alteração está em andamento e a situação agora é pior do que em anos anteriores. Jader é culpadoSe depender da população, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) é culpado das acusações que vem sofrendo nos últimos meses e deve ser cassado e processado pela Justiça comum, diz a pesquisa. De acordo com os resultados, 55,3% dos dois mil entrevistados disseram que tomaram conhecimento das denúncias contra o presidente licenciado do Senado Federal. Deste total, 86,3% afirmaram que Barbalho é culpado das acusações e 81,4% disseram que ele deve ter seu mandato cassado e ser processado pela Justiça comum. Apenas 4,2% afirmaram que o senador não é culpado das acusações que vem sofrendo e 3,8% acreditam que ele não deve sofrer nenhum tipo de punição. Outros 9,4% disseram que o senador deveria apenas renunciar ao seu mandato. A pesquisa CNT/Sensus foi elaborada entre os dias 17 e 23 de agosto, ouvindo 2.000 pessoas em 195 municípios do País.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.