Alan Santos/PR
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Bolsonaro tem melhor avaliação desde o início do mandato, diz pesquisa

Ao Datafolha, 37% disseram considerar governo ótimo ou bom; rejeição caiu de 44% para 34%, em relação a levantamento de junho

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2020 | 08h29

O presidente Jair Bolsonaro alcançou seu melhor índice de aprovação popular desde o início do mandato, apontou nesta quinta-feira, 13, uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha.

De acordo com o levantamento, 37% dos brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ótima ou boa, ante os 32% registrados na pesquisa de junho.

Até então, os melhores índices de aprovação do presidente haviam sido registrados em abril e maio deste ano, quando atingiu 33% de popularidade.

A pesquisa também mostra que a rejeição ao presidente caiu 10 pontos porcentuais, em comparação com o levantamento anterior. Enquanto em junho, 44% dos entrevistados avaliaram o governo como ruim/péssimo, 34% o fizeram agora.

A melhora nos índices coincide com a mudança de postura do presidente, que protagonizava embates com outros Poderes, mas passou a moderar o discurso principalmente após a prisão de Fabrício Queiroz, em 18 de junho.  

No Nordeste, única região do País que em que Bolsonaro perdeu no segundo turno de 2018, a rejeição ao presidente caiu 17 pontos porcentuais – de 52% para 35%. É para a região que o presidente direciona agendas com verniz eleitoral. Ele pretende concorrer em 2022 e tem aproveitado a agenda positiva do auxílio emergencial de R$ 600 à população carente durante a pandemia. O porcentual de aprovação do presidente entre os que receberam o auxílio é de 42%, acima da média nacional.

No Sudeste, região mais populosa do País, a tendência se manteve, com crescimento das avaliações positivas e queda dos porcentuais de rejeição. A aprovação do presidente subiu de 29% para 36%, enquanto a rejeição caiu de 47% para 39%. No Sul e Norte/Centro-Oeste, a aprovação é de 42%.

O levantamento do Datafolha foi realizado via telefone com 2.065 pessoas entre os dias 11 e 12. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.


 

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