Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro sugere Tarcísio como candidato à sucessão de Doria, em 2022

Ministro da Infraestrutura é visto como 'fazedor de obras' pelo Planalto e costuma viajar com o presidente

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2021 | 19h48

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta segunda-feira, 26, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, pode disputar o governo de São Paulo, em 2022. "Quem sabe São Paulo adote o Tarcísio para o ano que vem", disse o presidente a um apoiador que elogiava o ministro pelo asfaltamento de rodovias. Bolsonaro conversou com eleitores na portaria do Palácio da Alvorada, elogiou o ministro e criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos presidenciáveis.

"(Ele) está fazendo o que pode, está fazendo com menos. Estamos com um probleminha no orçamento agora. Vamos dar uma mexida, recuperar alguma coisa, sem furar o teto", afirmou Bolsonaro, numa referência ao teto de gastos.

O ministro da Infraestrutura é um dos mais populares entre os militantes bolsonaristas e costuma rodar o Brasil inaugurando obras concluídas ao lado do presidente. De perfil técnico, ex-militar e servidor de carreira da Câmara dos Deputados, Tarcísio não tem filiação, mas vem sendo incentivado nos bastidores a ingressar na vida partidária.

Ativo nas redes sociais, Tarcísio inaugurou nesta segunda, ao lado de Bolsonaro, um trecho de 22 quilômetros da BR-101 duplicada, na Bahia. Além de ser chamado de “fazedor de obras”, o ministro da Infraestrutura tem feito a interlocução com caminhoneiros e também atua junto ao mercado de investimentos, nas concessões de aeroportos, portos, ferrovias e rodovias. 

Sem citar Doria, Bolsonaro disse que o governador de São Paulo é "um cara obcecado pelo poder". Apesar de ser um dos nomes cotados no PSDB para disputar a Presidência, em 2022, Doria chegou a admitir a possibilidade de concorrer à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Foi um aceno à tentativa de adversários de Bolsonaro de  formar uma aliança de centro para enfrentar o presidente.

Nos últimos dias, no entanto, o governador paulista reforçou as articulações políticas para a campanha ao Palácio do Planalto.

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