Antonio Cruz/ Agência Brasil
Antonio Cruz/ Agência Brasil

Bolsonaro será submetido a cirurgia de correção de hérnia incisional, informa médico da Presidência

Cirurgia deve ocorrer no próximo dia 8; hérnia surgiu de operações anteriores

Idiana Tomazelli, Tânia Monteiro e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 11h58

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma nova cirurgia para corrigir uma hérnia incisional que surgiu no local onde ele foi atingido por uma facada, há quase um ano.

O médico da Presidência da República, Ricardo Peixoto Camarinha, diz em nota distribuída pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, neste domingo, 01, que a hérnia surgiu "em decorrência das intervenções cirúrgicas previamente realizadas".

A cirurgia do presidente está previamente agendada para o dia 8 de setembro – próximo domingo. A ideia é que ele compareça à cerimônia de 7 de setembro, em Brasília, e, ao fim do dia, siga para São Paulo, para se internar para a preparação da cirurgia. Com isso, não irá assistir ao jogo do Palmeiras, no Serra Dourada, em Goiânia, no sábado, como chegou a anunciar.

A data foi escolhida para que dê tempo de o presidente fazer a cirurgia e se recuperar para embarcar em 22 de setembro para Nova York. No dia 24, Bolsonaro estará na Assembleia-Geral da ONU, onde deve fazer o tradicional discurso de abertura, como presidente do Brasil. 

De manhã, o presidente postou em seu Twitter e no Facebook uma foto ao lado dos médicos Antônio Luiz Macedo e Leandro Echenique.

 

Após a operação de retirada da hérnia, considerada de médio porte, e que está prevista para ser feita no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o presidente ficará na capital por uns dias e retornará ao Palácio da Alvorada, ainda em repouso, antes de retornar ao trabalho.

Em razão das três cirurgias anteriores, a parede abdominal do presidente ficou flácida e a hérnia ficou evidente. Em almoço com jornalistas, no sábado, ele reclamou da hérnia, que disse atrapalhar fazer exercícios físicos, apesar de não produzir qualquer espécie de dor. 

Atualmente, o único esporte praticado pelo presidente é natação – uma ou duas vezes por semana na piscina do Palácio da Alvorada. Ele explicou que, quando pratica natação, a hérnia “estufa”, o que o impede de nadar com a barriga para baixo. “Tenho nadado só de costas.” Ele reclamou que não consegue mais jogar as “peladas” que jogava na época de deputado também em razão do ataque. 

Assim que se recuperar da cirurgia de hérnia, o presidente está sendo aconselhado a retomar as atividades físicas de uma maneira mais regular, aproveitando, inclusive, a academia que existe no Palácio da Alvorada. Bolsonaro tem alegado falta de tempo para fazer exercícios e disse que engordou quatro quilos desde que assumiu a Presidência da República. 

Hérnia incisional do presidente é comum após cirurgias sucessivas

Hérnias incisionais são uma condição comum em pessoas que passam por sucessivas cirurgias no abdome. Trata-se de um enfraquecimento no músculo abdominal que abriga as vísceras na cavidade abdominal. A informação da cirurgia do presidente também havia sido confirmada ao BR Político pelo médico Antônio Luiz Macedo, que realizou as outras cirurgias pelas quais Bolsonaro passou desde que sofreu um atentado no dia 6 de setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora. 

Bolsonaro fez a avaliação médica e passou o dia em São Paulo, onde visitou o Templo de Salomão, no Brás, região central de São Paulo. À tarde, foi à casa do apresentador e dono da rede de televisão SBT, Sílvio Santos, para assistir à partida entre Palmeiras e Flamengo pelo Brasileirão no Maracanã. O Flamengo venceu o time do presidente por 3 a 0.

Atentado completou um ano 

A quarta cirurgia de Bolsonaro ocorrerá pouco após o atentado de Adélio Bispo de Oliveira completar um ano, no dia 6. Ao ser julgado por tentativa de homicídio, Adélio foi diagnosticado com transtornos mentais, considerado inimputável e absolvido. O juiz então aplicou uma medida de segurança por tempo indeterminado, enquanto ele não for considerado curado do transtorno psiquiátrico. Ele está no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande (MS).

O presidente não recorreu da decisão, que já está transitada em julgado, não cabendo mais recurso. / COLABOROU ANDRÉ ITALO ROCHA

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