Ascom/Transição
Ascom/Transição

Bolsonaro presta continência para assessor de Segurança Nacional de Trump

Presidente eleito se encontrou em casa com John Bolton na manhã desta quinta-feira no Rio

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2018 | 09h59

RIO – O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton,  reuniu-se no início da manhã desta quinta-feira, 29, com o presidente eleito Jair Bolsonaro. O encontro aconteceu na casa de Bolsonaro, em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e durou uma hora.

Jair Bolsonaro prestou continência ao receber John Bolton em sua casa. Flávio Bolsonaro, um dos filhos do presidente eleito, e pelo menos três futuros ministros - os generais Augusto Heleno (Segurança Institucional) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa), além de Ernesto Araújo (Relações Exteriores) - também participaram do encontro.

Na terça, Bolton enalteceu o encontro que teria com Bolsonaro nesta quinta. “Achamos que seria útil para os Estados Unidos ouvir do presidente eleito as suas prioridades, o que ele pretende no relacionamento (entre os dois países)", disse o assessor, em entrevista na Casa Branca. "Na perspectiva dos EUA, vemos essa como uma oportunidade histórica para o Brasil e para os Estados Unidos de trabalhar juntos em várias áreas como economia, segurança, e outras.”

O americano chegou à casa de Bolsonaro às 6h55 sob forte esquema de segurança. Batedores do Batalhão de Choque fizeram a escolta e fecharam vias para facilitar a locomoção dos quatro veículos que formaram a comitiva do assessor. Um helicóptero também acompanhou o percurso. Ele deixou o local uma hora depois sem falar com a imprensa.

Aliados. Bolton considera Bolsonaro como um aliado na região contra governos como Venezuela, Cuba e Nicarágua – o que ele já chamou de “troica da tirania”. O assessor é um dos principais defensores da saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã, que ocorreu em maio. Bolton também argumentou em favor de um ataque preventivo à Coreia do Norte. Alinhado com o lema "América em primeiro lugar" que define as ideias de Trump para a política externa, já chegou a dizer que "o serviço diplomático deveria ser advogado dos interesses americanos, não ficar se desculpando”. 

“Meu encontro com o presidente eleito Bolsonaro é um resultado da ligação do presidente (Donald) Trump para parabenizá-lo na própria noite da eleição", disse Bolton, em entrevista coletiva na Casa Branca. “Eles (Trump e Bolsonaro) tiveram uma ligação telefônica realmente extraordinária, e acredito que desenvolveram uma relação pessoal, ainda que remotamente."

O assessor norte-americano afirmou também que deve ouvir "quais são as prioridades do presidente eleito, tentar responder a elas" e repassar as "opiniões do presidente Trump" para que, quando Bolsonaro chegar ao poder, em janeiro, "os dois líderes possam começar a trabalhar com parte do trabalho feito".

Bolton afirmou que Trump e Bolsonaro podem levar a relação bilateral a um novo nível. “Encaramos como uma oportunidade histórica para que o Brasil e os Estados Unidos trabalhem juntos em uma série de áreas, como economia, segurança e outras."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.